Entenda como funciona a previdência privada

Invista Direto 06/12/2017 | 7:10

Quem acompanha o nosso blog sabe da importância de começar a poupar e construir seu patrimônio para ter um futuro tranquilo. Se você procura uma forma de economizar todos os meses, com foco no longo prazo, um plano de previdência privada pode ser uma boa alternativa.

Neste post, vamos começar a falar sobre previdência privada e explicar os principais pontos na hora de escolher um plano.

Entendendo a previdência privada

A previdência privada é uma modalidade de investimento que tem o objetivo de auxiliar o investidor a formar uma reserva para a aposentadoria, seja como fonte principal de renda, ou como um complemento à previdência pública.

Com a reforma da previdência na pauta do Governo Federal, a busca por esse investimento tem crescido. No terceiro trimestre de 2017, a captação líquida dos planos de previdência privada aumentou 46%, somando 13,3 bilhões de reais, segundo a Fenaprevi.

Todo mundo pode investir num plano de previdência privada. É possível inclusive criar um plano para investir em nome de outras pessoas, para fins específicos, como criar um fundo para custear a universidade do filho.

Mas antes de começar a aplicar, é fundamental conhecer as características básicas de um fundo de previdência.

PGBL OU VGBL?

A primeira dúvida é sobre o significado das duas siglas que definem as modalidades de previdência privada existentes no Brasil: PGBL e VGBL.

O PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) é indicado para quem faz a declaração de Imposto de Renda pelo modelo completo, já que permite abater o valor das aplicações na base de cálculo do IR, até o limite de 12% da renda tributável.

Se você recebe, por exemplo, R$ 100.000,00 anuais, poderá abater até R$ 12.000,00 na base do IR. Justamente por receber esse benefício, pagará, no resgate da aplicação, Imposto de Renda sobre o montante total (capital aplicado, mais rendimentos).

Já o VGBL é (Vida Gerador de Benefícios Livres) é ideal para quem declara Imposto de Renda no modelo simplificado. Nesse caso, a aplicação não é dedutível na base de cálculo do IR. Porém, o imposto só será cobrado sobre os rendimentos da aplicação.

Defina o regime de tributação

Depois de escolher o modelo de previdência mais adequado ao seu perfil (PGBL ou VGBL), você deve optar pela forma de cobrança de Imposto de Renda, que pode ser progressiva, ou regressiva.

Na tributação progressiva, a cobrança de Imposto de Renda sobre o valor do resgate (ou da renda mensal) da previdência privada seguirá a mesma alíquota dos demais rendimentos tributáveis, como o salário.

Se você receber, por exemplo, R$ 2.000,00 de salário e R$ 800,00 do plano de previdência, pagará 7,5% de IR sobre o valor total (R$ 2.800,00). À medida que o rendimento tributável aumenta, a alíquota de cobrança de IR também cresce, como mostra a tabela abaixo.

Blog_Tabelas_Aposentadoria_RF-01

No caso da tributação regressiva, a alíquota muda de acordo com o tempo em que o dinheiro permanece aplicado. Logo, é indicada para quem pretende manter os recursos por um prazo mais longo, já que a alíquota de IR passa de 35% inicialmente, para 10%, após 10 anos.

Previdência Privada

 

Conheça as taxas e a rentabilidade do fundo

 As taxas são mais um ponto importantíssimo para quem pretende contratar um plano de previdência privada. As formas de cobrança variam de um plano para outro e podem impactar significativamente sua rentabilidade.

A principal taxa que você deve observar é a taxa de carregamento de entrada, aplicada sobre os aportes, ou em caso de portabilidade – quando o beneficiário transfere seu plano de previdência de uma instituição para outra. Você também deve ficar atento à taxa de carregamento de saída, cobrada no resgate dos recursos.

No Banco Inter, os planos de previdência privada são isentos de taxa de carregamento. E a taxa de saída só é cobrada em resgates com prazo inferior a 36 meses.

Você também deve estar atento à taxa de administração anual. Alguns planos de previdência privada chegam a cobrar até 4% sobre o rendimento, o que pode comprometer uma parte dos seus ganhos. Para um fundo que investe em renda fixa, por exemplo, prefira opções com taxa de, no máximo, 2%.

Já no caso de fundos de maior risco, vale observar o histórico de rentabilidade, que mostra o desempenho do fundo, já com o desconto da taxa de administração. Como essa modalidade de investimento costuma ser mais rentável a longo prazo, ela pode ser mais vantajosa mesmo quando a taxa de administração for alta.

Escolha o plano de acordo com o seu perfil

Você é um investidor conservador, moderado ou arrojado? Assim como os fundos de investimento, também existem planos de previdência com diferentes estratégias – desde os que investem em renda fixa, aos planos multimercado ou com foco em ações. Portanto, antes de começar a investir, escolha uma opção que combina com o seu perfil e objetivo.

Ainda não conhece seu perfil de investidor? Correntista do Banco Inter pode fazer um teste gratuito. Basta acessar a conta pelo internet banking, clicar em IDTVM > Perfil do Investidor.

 

Convide um amigo
para conhecer a
Conta Digital do Banco Inter