Ano novo, carteira de investimentos nova!

Quem acompanha nossas dicas já sabe que diversificar os investimentos é fundamental para potencializar seus ganhos, pois o mercado financeiro passa por constantes mudanças.

Para te ajudar a montar sua nova carteira, reunimos neste post as dicas de onde investir em 2021, de acordo com as previsões do time de economia do Inter. Todas as informações que você vai ver aqui já estão disponíveis também no relatório de Alocação Estratégica divulgado na página do Inter Research.

Como saber seu perfil de investidor

Antes mesmo de começar a investir, é fundamental conhecer o seu perfil de investidor. Nem todo mundo está disposto a correr grandes riscos, ou conta com uma reserva de emergência suficiente para passar momentos adversos como o que vivemos em 2020.

Por isso, não se deixe seduzir por promessas de rentabilidade ou fórmulas prontas. Cada investidor tem uma realidade diferente, e você deve sempre construir uma carteira que respeite a sua capacidade financeira e sua tolerância ao risco, por exemplo.

Ah, você não conhece muito bem o seu perfil como investidor? Não tem problema, no Inter, ao acessar a Inter Invest pela primeira vez, você fará um teste de perfil de investidor, também conhecido como Suitability. Nele, responderá algumas perguntas que nos ajudarão a entender em que etapa da sua jornada de investidor você está.

O resultado do teste apontará se você é um investidor conservador, moderado ou arrojado. E isso te ajudará a montar sua carteira. E sempre que você quiser revisitar o teste, é só refazê-lo clicando na aba Investimentos > Configurações > Perfil de Investidor > alterar.

Você ainda tem a opção de Reenquadrar Perfil para manter as recomendações do seu perfil original, mas ter acesso a outros tipos de investimento como o Home Broker, por exemplo.

Para reenquadrar seu perfil vá em Investimentos > configurações > Reenquadrar perfil.

Tipos de investimentos citados no relatório

Títulos de Renda Fixa pós-fixados

Títulos cujo rendimento acompanha um indexador econômico (ex: CDI) como CDBs, LCI e LCA.

Títulos de Renda Fixa indexados pela inflação

Investimentos com rendimentos compostos de uma parcela pré-fixada, que você conhece no momento da contratação, e de uma parcela pós fixada que acompanha o índice de preços ao consumidor (IPCA).

Fundos multimercado

Fundos que mesclam diferentes tipos de investimentos como renda fixa, ações e câmbio, geridos por uma empresa administradora que faz a captação dos recursos em cotas visando maior rentabilidade. Por serem administrados por terceiros cobram taxas de administração.

Renda Variável

Categoria de investimento dinâmica que não possui retornos previsíveis e podem ser impactados por múltiplos fatores, ex: ações de empresas.

Investimentos no exterior

Aplicações feitas em empresas de capital aberto sediadas e outros países, por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Esses investimentos são interessantes, pois as aplicações são feitas em Real, mas a reserva é feita em Dólar.

Fundos Imobiliários

O mercado imobiliário sempre esteve na mira de investidores que faziam a compra do imóvel com o objetivo de alugá-los para terceiros e viver desta renda, mas a gente sabe que não é tão simples assim adquirir imóveis.

Os fundos imobiliários funcionam como um condomínio onde um grupo de pessoas se une para aplicar em ativos imobiliários. A rentabilidade é proporcional ao valor aplicado por cada um.

Tipos de investimento recomendados por tipo de investidor

Considerando que em 2021 devemos ter juros baixos e patamares médios de CDI, nossa equipe recomenda investir mais em ativos reais e indexados ou atrelados à inflação. A seguir, compartilhamos os ativos mais adequados para cada perfil.

Conservador

O Investidor Conservador tem como prioridades: segurança, preservação do capital e aplicações com baixa tolerância de risco.

Se identificou? Veja como alocar seus investimentos:

  • 45% em ativos de Renda Fixa pós-fixados como CDBs, LCI e LCA
  • 10% em investimentos de Renda Fixa indexados à inflação
  • 30% em fundos multimercado
  • 10% em renda variável
  • 5% em Fundos imobiliários.
  • Moderado

    O investidor com perfil moderado está mais disposto a correr riscos, mas ele ainda se orienta por taxas de juros básicas como SELIC e CDI.

    Por isso, você irá perceber que a proporção em investimentos de Renda Fixa cai bastante em relação ao público de perfil conservador.

    É o seu caso? Então, sua cartela de investimentos em 2021 deve ser composta de:

  • 25% de investimento de renda fixa pós-fixados como CDBs, LCI e LCA.
  • 10% em investimentos de Renda Fixa indexados à inflação
  • 30% em fundos multimercado
  • 20% em Renda variável
  • 5% em investimento no exterior
  • 10% em Fundos Imobiliário
  • Sofisticado

    O Investidor sofisticado é aquele que, geralmente, está disposto a correr mais riscos para atingir uma rentabilidade maior a curto, médio e longo prazo.

    Você se enquadra aqui? Então, veja como seria sua carteira ideal para 2021:

  • 20% de investimento de renda fixa pós-fixados como CDBs, LCI e LCA.
  • 10% em investimentos de Renda Fixa indexados à inflação
  • 20% em fundos multimercado
  • 30% em Renda Variável
  • 10% em investimentos no exterior
  • 10% em Fundos Imobiliários
  • Arrojado

    Se todos os grupos anteriores prezam pela segurança em seus investimentos, o investidor arrojado tem menos aversão às perdas e se arrisca mais em ativos de renda variável como a Bolsa de Valores, por exemplo.

    Esse perfil tem bastante conhecimento de mercado e trabalha com prazos de negociação mais flexíveis para seus investimentos, de olho nas melhores oportunidades de compra e venda para suas ações.

    Você está mais para o arrojado? A seguir, mostramos uma alocação ideal para seus ativos no ano que vem:

  • 10% em Renda Fixa pós-fixada
  • 10% em investimentos de Renda Fixa indexados à inflação
  • 15% em fundos multimercado
  • 40% em Renda Variável
  • 10% em investimentos no exterior
  • 15% em Fundos Imobiliários
  • O que mais pode influenciar o mercado em 2021

    Em 2020, a pandemia foi de longe o fator que mais impactou a economia nos níveis doméstico e macroeconômico, e seus impactos continuarão sendo sentidos no próximo ano, que ainda será de recuperação.

    O avanço das vacinas deve manter o movimento pró-risco no curto prazo e gerar maior fluxo de investimentos para os mercados emergentes. No médio prazo, a vacinação pode impulsionar a retomada da economia global com o avanço das commodities como petróleo, enquanto ativos agrícolas devem ter queda.

    No Brasil, o Risco Fiscal atrelado a leis orçamentárias para 2021 continua impactando na volatilidade do câmbio. A economia deve começar a se recuperar no próximo ano, mas ainda dependemos bastante da evolução da vacinação por aqui.

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